Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual o regime ideal para seu restaurante

Escolher entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real parece uma daquelas decisões que só aparecem na mesa do contador. Mas, na prática, essa escolha entra no preço do prato, no caixa do mês, na margem do delivery, no custo da folha e até na tranquilidade do dono do restaurante.

E, convenhamos, restaurante já tem problema suficiente para resolver.

Tem fornecedor que sobe preço sem avisar, CMV que escapa, tem aplicativo cobrando comissão. Tem equipe, férias, 13º, energia, aluguel, quebra de estoque, desperdício e cliente comparando preço com o concorrente da rua de baixo.

Portanto, o regime tributário não pode ser escolhido no chute.

Segundo a Abrasel, o setor de alimentação fora do lar faturou R$ 495 bilhões em 2025, acima dos R$ 455 bilhões de 2024. Mesmo assim, a entidade alerta para margens apertadas, pressão de custos e dificuldade de repassar preços ao consumidor.

Além disso, dados do IBGE mostram que a alimentação cresceu 3,4% em fevereiro de 2026 contra fevereiro de 2025, dentro da Pesquisa Mensal de Serviços. Ou seja, o setor anda. Porém, nem todo restaurante que fatura mais lucra mais.

É aqui que entra a pergunta central deste guia: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, qual regime faz mais sentido para o seu restaurante?

A resposta curta é: depende da sua margem, do seu faturamento, da sua folha, da operação e da qualidade dos seus controles.

A resposta útil vem agora.

Antes de comparar Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, entenda o básico

O regime tributário define como o restaurante calcula e paga impostos. Ele mexe em tributos como IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ICMS, ISS e contribuição previdenciária.

Na rotina, isso significa uma coisa simples: dois restaurantes com o mesmo faturamento podem pagar impostos bem diferentes.

Por exemplo: um restaurante que vende R$ 180 mil por mês e tem margem apertada pode sofrer em um regime. Já outro, com o mesmo faturamento, cardápio enxuto, CMV controlado e folha bem estruturada, pode ter uma carga menor em outro.

Além disso, restaurantes não são todos iguais.

Um self-service de bairro tem dinâmica diferente de uma hamburgueria delivery. Um bar com música ao vivo tem riscos diferentes de uma cafeteria. Uma pizzaria com salão, retirada e iFood precisa olhar impostos, comissões e operação de forma integrada.

Por isso, comparar Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real exige mais do que olhar uma tabela pronta.

Exige diagnóstico.

O que é o Simples Nacional para restaurantes?

O Simples Nacional é um regime criado para microempresas e empresas de pequeno porte. Ele reúne vários tributos em uma única guia, o DAS.

Na prática, ele costuma atrair restaurantes porque simplifica a rotina. Em vez de lidar com vários vencimentos e cálculos separados, o empresário paga uma guia mensal calculada com base no faturamento.

Segundo o Portal do Simples Nacional, a Receita mantém serviços como consulta de optantes, legislação, manuais e agenda oficial para empresas enquadradas no regime. Além disso, o portal informa mudanças de prazo e orientações importantes para ME e EPP.

O Simples pode ser interessante para restaurantes com faturamento dentro do limite, operação mais enxuta e pouca complexidade tributária.

No entanto, simples não quer dizer sempre mais barato.

Essa frase precisa ficar no cardápio mental de todo dono de restaurante.

Quando o Simples Nacional costuma fazer sentido?

O Simples Nacional tende a funcionar bem quando o restaurante ainda está em fase de crescimento, tem faturamento controlado e precisa de uma rotina fiscal menos pesada.

Além disso, ele pode ajudar negócios que não têm estrutura interna para lidar com muitas obrigações acessórias.

Por exemplo: uma hamburgueria que fatura R$ 80 mil por mês, tem equipe pequena e vende quase tudo no salão pode encontrar no Simples uma opção prática. Nesse caso, a previsibilidade do DAS ajuda o dono a organizar o caixa.

Por outro lado, se o faturamento cresce, se o restaurante tem produtos com tributação específica, se vende por delivery em grande volume ou se opera com margens muito apertadas, a conta precisa ser refeita.

E precisa ser refeita antes do imposto virar susto.

O que é o Lucro Presumido para restaurantes?

O Lucro Presumido é um regime em que o governo presume uma margem de lucro para calcular IRPJ e CSLL. Em outras palavras, ele não olha exatamente o lucro real do restaurante. Ele aplica percentuais sobre a receita.

A Receita Federal informa que podem optar pelo Lucro Presumido as pessoas jurídicas com receita total no ano anterior igual ou inferior a R$ 78 milhões, desde que não estejam obrigadas ao Lucro Real por atividade ou condição específica.

Além disso, a Receita explica que a CSLL acompanha a forma de tributação adotada para o IRPJ. Para pessoas jurídicas em geral, a alíquota da CSLL é de 9%.

Na vida real, o Lucro Presumido pode ser ótimo para restaurantes com boa margem. Porém, ele pode pesar para negócios com margem baixa.

Imagine um restaurante que fatura bem, mas compra caro, perde estoque, paga comissão alta para delivery e ainda segura preço para não perder cliente. Se o lucro real fica apertado, o Lucro Presumido pode cobrar imposto como se a margem fosse maior do que ela realmente é.

Portanto, o Lucro Presumido exige uma pergunta honesta: meu restaurante lucra o suficiente para esse regime valer a pena?

Quando o Lucro Presumido costuma fazer sentido?

O Lucro Presumido pode fazer sentido quando o restaurante tem margem saudável, controle financeiro maduro e faturamento acima do ponto em que o Simples deixa de ser competitivo.

Também pode fazer sentido quando o dono quer mais previsibilidade e a operação já comporta uma contabilidade mais detalhada.

Por exemplo: um restaurante à la carte com ticket médio alto, CMV controlado, ficha técnica atualizada e baixa dependência de aplicativos pode performar bem no Lucro Presumido.

No entanto, se a casa vive no limite, com lucro real baixo ou prejuízo em vários meses, o regime pode virar uma armadilha.

Afinal, o imposto não espera o caixa melhorar.

O que é o Lucro Real para restaurantes?

O Lucro Real calcula IRPJ e CSLL com base no lucro efetivo da empresa, após ajustes fiscais. Em tese, parece mais justo. Se o restaurante lucra pouco, paga menos IRPJ e CSLL. Se tem prejuízo fiscal, pode haver compensações dentro das regras.

Mas existe um preço: complexidade.

O Lucro Real exige controles contábeis mais fortes, apuração rigorosa, conciliações, documentação, gestão fiscal organizada e acompanhamento constante.

De acordo com material da Receita Federal sobre regimes de apuração, empresas que ultrapassam o limite de R$ 78 milhões de receita total no ano anterior ficam obrigadas ao Lucro Real no ano seguinte.

Para a maioria dos restaurantes pequenos e médios, o Lucro Real não aparece por obrigação de faturamento. Ele aparece como estratégia.

E essa estratégia só funciona quando a operação tem controle suficiente.

Quando o Lucro Real pode fazer sentido?

O Lucro Real pode fazer sentido quando o restaurante tem margem baixa, muitos custos dedutíveis, prejuízos recorrentes ou uma operação muito estruturada.

Por exemplo: uma rede de restaurantes com alto volume de faturamento, margem líquida apertada, muitos insumos, folha relevante e controles financeiros confiáveis pode analisar o Lucro Real como alternativa.

Além disso, negócios com forte variação de margem ao longo do ano podem se beneficiar de uma apuração mais próxima da realidade.

Porém, sem controle, o Lucro Real vira uma planilha gigante cheia de riscos.

E restaurante sem controle não precisa de regime complexo. Precisa primeiro arrumar a casa.

Comparativo rápido entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real

RegimeMelhor para quemPonto fortePonto de atenção
Simples NacionalRestaurantes menores e operações menos complexasGuia única e rotina mais simplesPode ficar caro conforme faturamento cresce
Lucro PresumidoRestaurantes com boa margem e controle financeiroPrevisibilidade e cálculo mais diretoPode pesar se a margem real for baixa
Lucro RealOperações com margem apertada ou estrutura robustaImposto sobre lucro efetivoExige controle contábil e fiscal forte

A grande sacada é entender que Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real não é uma disputa de popularidade.

É uma decisão de estratégia.

O erro mais comum: escolher regime olhando só o faturamento

Muita gente olha o faturamento e decide.

Faturou pouco? Vai de Simples.

Faturou mais? Vai de Presumido.

Cresceu muito? Vai de Real.

Só que restaurante não funciona desse jeito.

O faturamento mostra o tamanho da venda. Mas não mostra o tamanho do lucro.

Um restaurante pode faturar R$ 250 mil por mês e fechar no sufoco. Outro pode faturar R$ 90 mil e ter uma margem bem melhor.

Por isso, o regime tributário precisa conversar com indicadores como:

CMV, margem de contribuição, folha, aluguel, delivery, perdas, impostos indiretos, ticket médio, sazonalidade e fluxo de caixa.

Além disso, o dono precisa separar o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal.

Parece básico. Porém, esse detalhe muda tudo.

Se o restaurante mistura caixa da operação com retirada dos sócios, nenhum regime tributário salva a margem.

CMV: o número que conversa diretamente com o imposto

CMV é o Custo da Mercadoria Vendida. Em restaurante, ele mostra quanto dos seus ingredientes e produtos pesa sobre a venda.

Se o CMV está descontrolado, a margem cai. E se a margem cai, regimes como Lucro Presumido podem ficar menos atrativos.

Por exemplo: um restaurante fatura R$ 150 mil por mês. No papel, parece saudável. Porém, se o CMV chega a 42%, a folha pesa 22%, o aluguel consome 10% e o delivery leva mais uma fatia, o lucro real pode ficar espremido.

Nesse cenário, comparar Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real sem olhar o CMV é como escolher prato sem ver o preço.

Dá para se arrepender antes da sobremesa.

Delivery muda a conta tributária?

Muda, e bastante.

O delivery pode aumentar faturamento, mas também aumenta comissões, embalagens, taxas, necessidade de equipe, perdas e complexidade operacional.

Além disso, o dono precisa entender como cada canal entra na apuração.

Venda no salão, retirada, aplicativo próprio e marketplace podem ter impactos diferentes na margem. Embora o imposto considere o faturamento, a rentabilidade real muda muito conforme o canal.

Por exemplo: uma pizzaria fatura R$ 100 mil no salão e R$ 80 mil no delivery. Parece um crescimento lindo. No entanto, se o delivery tem comissão alta e ticket menor, a margem pode cair.

Nesse caso, o restaurante precisa decidir se o volume compensa.

E, em seguida, precisa analisar se o regime tributário acompanha essa realidade.

Folha de pagamento também pesa na escolha

Restaurante é gente.

Cozinha, salão, caixa, limpeza, gerência, entregadores próprios, cumim, bartender, chef, auxiliar, estoquista. Tudo isso vira custo.

A folha impacta diretamente o fluxo de caixa e pode alterar a análise entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

No Simples, a contribuição previdenciária patronal pode entrar na guia dependendo da atividade e do anexo. Já em outros regimes, a folha costuma ter encargos calculados fora da guia única.

Portanto, não adianta olhar apenas o imposto sobre venda.

É preciso comparar o pacote inteiro.

Por exemplo: um restaurante que paga bastante folha, tem equipe formalizada e opera em horário estendido precisa simular o custo total do regime, não apenas a alíquota aparente.

A alíquota bonita pode esconder uma conta feia.

Produtos com tributação específica: onde muita gente perde dinheiro

Bebidas, produtos monofásicos, substituição tributária e diferentes categorias de mercadorias podem mudar a conta.

Em restaurantes, isso aparece com frequência em cervejas, refrigerantes, água, produtos industrializados e itens de revenda.

Por isso, um erro comum é pagar imposto cheio no Simples sem revisar se há produtos com tributação concentrada ou tratamento específico.

Não é exagero dizer que muito restaurante deixa dinheiro na mesa por não classificar corretamente suas vendas.

Além disso, a reforma tributária adiciona um novo capítulo nessa história.

A Lei Complementar 214, de 2025, instituiu o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo, criando a primeira grande regulamentação da reforma do consumo.

O Portal do Simples Nacional já informa mudanças de prazo relacionadas à opção pelo Simples Nacional e pelo regime regular de IBS e CBS para 2027. Portanto, restaurantes precisam acompanhar a transição com atenção.

E a reforma tributária, como entra nessa decisão?

A reforma tributária não elimina a necessidade de escolher bem entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Na verdade, ela aumenta a importância da simulação.

Com a criação de IBS e CBS, a lógica de créditos, débitos, preço e cadeia de fornecimento ganha ainda mais peso.

Além disso, empresas do Simples poderão enfrentar decisões estratégicas sobre permanecer no modelo unificado ou avaliar alternativas em relação ao regime regular de IBS e CBS, conforme regras de transição e regulamentação.

Para restaurantes, isso pode mexer em preço, repasse, fornecedores, clientes corporativos, compras e competitividade.

Por exemplo: um restaurante que atende empresas e emite muitas notas para clientes que querem crédito pode precisar analisar se a permanência no modelo simplificado continua vantajosa.

Por outro lado, uma operação focada em consumidor final pode ter uma leitura diferente.

Ou seja, a melhor decisão depende da cadeia.

E cadeia, em alimentação, começa no fornecedor e termina no prato.

Como simular Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real do jeito certo

Uma boa simulação precisa sair do achismo.

O ideal é comparar cenários com números reais do restaurante. Nada de média genérica da internet.

A análise deve considerar:

IndicadorPor que importa
Faturamento mensalDefine base de cálculo e limite de regime
Receita dos últimos 12 mesesImpacta faixas do Simples
CMVMostra a margem bruta real
Folha e encargosAfetam o custo total do regime
Aluguel e despesas fixasMedem pressão no caixa
Delivery e comissõesAlteram margem por canal
Produtos com tributação específicaPodem gerar economia ou risco
Lucro líquido realMostra se Presumido ou Real fazem sentido
Obrigações acessóriasMostram custo operacional da escolha

Além disso, a simulação precisa olhar o ano todo.

Restaurante tem sazonalidade. Janeiro não é igual a junho. Dia dos Namorados não é igual a uma terça-feira chuvosa. Copa do Mundo não é igual a mês sem evento.

Portanto, usar apenas um mês como base pode distorcer a escolha.

Exemplo prático: restaurante pequeno

Imagine um restaurante de bairro com faturamento médio de R$ 70 mil por mês.

Ele tem salão pequeno, equipe enxuta, pouca venda por aplicativo e controle básico de estoque. O dono ainda centraliza compras, pagamentos e precificação.

Nesse caso, o Simples Nacional pode ser uma boa opção por causa da simplicidade e da previsibilidade.

No entanto, se esse restaurante vende muitos produtos com tributação específica ou começa a crescer rápido, a contabilidade precisa revisar a apuração.

O ponto principal é: o Simples ajuda, mas não dispensa gestão.

Exemplo prático: restaurante em crescimento

Agora imagine uma hamburgueria que fatura R$ 220 mil por mês.

Ela vende muito por delivery, paga comissão alta para aplicativos, investe em embalagem, tem equipe maior e compra insumos com variação semanal de preço.

Nesse caso, o dono precisa comparar Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real com cuidado.

Talvez o Simples ainda pareça prático. Porém, a alíquota efetiva pode subir. Talvez o Lucro Presumido faça sentido se a margem estiver boa. Porém, se o delivery comer o lucro, o regime pode pesar.

Assim, a decisão depende menos do faturamento e mais da margem real.

Exemplo prático: restaurante com margem apertada

Pense em uma operação que fatura R$ 500 mil por mês, mas tem margem líquida baixa.

Ela paga aluguel alto, folha pesada, delivery relevante, manutenção constante, desperdício e compra insumos caros.

Nesse cenário, o Lucro Real pode entrar na conversa.

Mas atenção: só entra se a contabilidade, o financeiro e a operação estiverem organizados.

Sem notas bem lançadas, conciliação bancária, controle de estoque e DRE confiável, o Lucro Real perde força e aumenta risco.

Portanto, antes de migrar, o restaurante precisa saber se tem estrutura para sustentar o regime.

Como saber se você paga imposto demais?

Alguns sinais aparecem no dia a dia.

O primeiro é sentir que o restaurante vende muito, mas o dinheiro some.

O segundo é não saber exatamente quanto sobra por prato, por canal ou por unidade.

O terceiro é pagar o DAS ou os tributos sem entender a composição.

O quarto é usar o mesmo regime há anos, mesmo depois de aumentar faturamento, equipe, delivery e complexidade.

Além disso, se a contabilidade só entrega guia e folha, mas não discute margem, regime e planejamento, tem algo errado.

Restaurante precisa de contador que fale a língua da operação.

Precisa de alguém que entenda CMV, ticket médio, sazonalidade, delivery, ficha técnica e fluxo de caixa.

Qual regime paga menos imposto?

Não existe uma resposta universal.

Existe uma resposta calculada.

Em muitos restaurantes pequenos, o Simples Nacional pode ser o melhor caminho. Nas operações com margem boa e faturamento maior, o Lucro Presumido pode vencer. Em negócios com margem apertada e controle forte, o Lucro Real pode ser mais eficiente.

Por isso, a pergunta correta não é: qual regime paga menos?

A pergunta correta é: qual regime paga o menor imposto dentro da lei, sem sufocar o caixa e sem criar risco fiscal?

Essa diferença muda tudo.

O papel da contabilidade especializada em alimentação

Contabilidade para restaurante não pode ser genérica.

Um restaurante tem particularidades que uma empresa de serviços comum não tem.

Tem ICMS, ISS em alguns cenários, produtos com tributação específica, compras recorrentes, estoque perecível, CMV, gorjeta, folha variável, escala, delivery, taxas, perdas e margem por prato.

Além disso, a gestão tributária precisa conversar com a gestão financeira.

De nada adianta pagar menos imposto se o restaurante não provisiona férias, 13º, impostos, fornecedores e retirada dos sócios.

Também não adianta escolher um regime bonito na planilha e impossível na rotina.

Por isso, a Facilyta Food Contabilidade olha o restaurante como negócio, não apenas como CNPJ.

Checklist para escolher entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real

Antes de decidir, responda com sinceridade:

  1. Qual foi o faturamento dos últimos 12 meses?
  2. Qual é o CMV real do restaurante?
  3. Quanto a folha representa sobre a receita?
  4. Qual canal dá mais lucro: salão, retirada ou delivery?
  5. Existem produtos com tributação monofásica ou substituição tributária?
  6. A empresa tem controle de estoque confiável?
  7. A DRE mostra lucro real ou só sobra de caixa?
  8. O restaurante tem sazonalidade forte?
  9. A precificação considera imposto?
  10. A contabilidade faz planejamento tributário ou só envia guia?

Se você não consegue responder boa parte dessas perguntas, o problema talvez nem seja o regime ainda.

Primeiro, o restaurante precisa organizar os números.

Depois, escolhe o regime.

Afinal, qual é o melhor regime para restaurante?

O melhor regime é aquele que combina com o momento do restaurante.

Se o negócio ainda é pequeno, tem operação simples e precisa de praticidade, o Simples Nacional pode funcionar bem. Mas se o restaurante cresceu, tem boa margem e quer previsibilidade, o Lucro Presumido pode ser competitivo.

Se a operação tem margem baixa, estrutura maior e controles fortes, o Lucro Real pode entrar na análise.

Mas a decisão entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real precisa sair de uma simulação completa.

Sem isso, o restaurante corre dois riscos: pagar imposto demais ou escolher um regime barato no papel e caro na prática.

E ninguém abre restaurante para trabalhar muito, vender bastante e ver o lucro evaporar no fim do mês.

Conclusão: imposto não pode ser ingrediente surpresa

Restaurante vive de detalhe.

Um ingrediente mal comprado derruba margem. Um preço mal calculado corrói lucro. Uma escala mal feita pesa na folha. Uma comissão ignorada destrói o delivery.

Com imposto, é igual.

A escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real precisa entrar na gestão do restaurante como parte da estratégia, não como burocracia de fim de mês.

Quando o regime tributário conversa com CMV, fluxo de caixa, folha, precificação e planejamento, o restaurante ganha previsibilidade.

E previsibilidade, no setor de alimentação, vale ouro.

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