Se você tem um restaurante, uma padaria ou uma lanchonete, provavelmente já ouviu falar da reforma tributária. Mas talvez ainda não tenha entendido o que ela significa na prática para o seu negócio. Spoiler: muda bastante coisa, e o prazo para se preparar está mais perto do que parece.
O que você vai aprender nesse conteúdo:
ToggleO que é a reforma tributária, em linguagem direta
A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso Nacional e está sendo implementada de forma gradual. O objetivo central é simplificar o sistema de impostos do Brasil, substituindo cinco tributos que você já paga hoje por dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Para o setor de alimentação, isso mexe diretamente com o quanto você recolhe sobre cada venda. O período de transição vai de 2026 a 2033, mas as primeiras decisões práticas precisam ser tomadas ainda em 2026.
O que muda para quem está no Simples Nacional
A grande maioria dos restaurantes, padarias e lanchonetes no Brasil opera pelo Simples Nacional. E é aqui que entra uma novidade importante: a partir de 2027, essas empresas vão poder escolher se apuram o IBS e a CBS dentro do Simples ou pelo regime regular, fora dele.
Essa escolha se chama regime híbrido, e o prazo para optar é entre 1º e 30 de setembro de 2026, no Portal do Simples Nacional. Parece longe, mas não é. Portanto, chegar em setembro sem uma análise feita por um contador especializado é o caminho mais rápido para tomar a decisão errada.
Regime híbrido: quando faz sentido para o food service
O regime híbrido tem mais vantagem para empresas que vendem para outras empresas, os chamados negócios B2B. Um restaurante corporativo, um fornecedor de marmitas para empresas ou uma padaria que abastece outros estabelecimentos pode se beneficiar dos créditos tributários que o regime regular permite.
Já um restaurante de varejo, que atende consumidor final no balcão, precisa fazer simulações antes de decidir. A conta nem sempre fecha a favor da mudança. Depende do faturamento, dos fornecedores, do tipo de operação.
O risco de não se preparar agora
A reforma tributária para restaurantes não é uma ameaça, é uma oportunidade de reorganizar a gestão tributária do negócio. Mas essa oportunidade tem data de validade.
Quem não fizer a simulação de cenários antes de setembro vai decidir no escuro. E no setor de alimentação, então, onde a margem já é apertada, pagar mais imposto do que deveria pode ser a diferença entre fechar o mês no azul ou no vermelho.
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